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Reino de Castela

Reino


 

850 – 1479
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Localização de Castela
Reino de Castela no século XV
Continente Europa
Região Península Ibérica
País Espanha
Capital Burgos, Toledo
Língua oficial Castelhano, Basco, Galego, Asturiano
Religião Catolicismo (min. Islão, Judaísmo)
Governo Monarquia
Período histórico Idade Média
 • Rodrigo torna-se 1º Conde de Castela 850
 • Condado de Castela unificado pelo conde Fernán González 931
 • Castela torna-se um reino 1035
 • Castela e Aragão formam a Espanha 1479

O Reino de Castela foi um dos antigos reinos da Península Ibérica formados durante a Reconquista. Na verdade, começou por ser um condado do Reino de Leão, até se tornar independente. O seu território faz actualmente parte de Espanha.

Índice

editar História

editar Primórdios

Ver artigo principal: Condado de Castela

Castela existiu enquanto condado de 850 a 931 e como reino de 931 a 1479.

A primeira referência ao nome "Castilla" é encontrada num documento do ano 800: "erguemos uma igreja em honra de São Martinho, em Area Patriniano, no território de Castilla". Na crónica de Afonso III (Rei das Astúrias, século IX) está escrito: As Vardulias são agora chamadas Castilla.

O condado de Castela foi repovoado com habitantes de origem cantábrica, asturiana, basca e visigótica. Tinha o seu próprio dialecto e leis. O primeiro Conde de Castela foi Rodrigo em 850, sob Ordonho I das Astúrias e Afonso III das Astúrias. Em 931 o território foi unificado pelo conde Fernán González, que tornou as terras sujeitas a sucessão hereditária, e independente do Reino de Leão.

editar Séculos XI e XII

Em 1028, Sancho III o Grande, rei de Navarra, casou com a irmã do conde García Sánchez e herdou o título de Conde de Castela pelo falecimento do cunhado. Em 1035 deixou o condado ao seu filho Fernando por altura em que Castela adquiriu o estatuto de Reino. Fernando I casou com Sancha, irmã de Bermudo III de Leão. Fernando I iniciou uma guerra com Leão e, na batalha de Tamarón, contra uma coligação de Castela e Navarra, foi morto o rei de Leão, não tendo deixado descendentes. O seu cunhado Fernando tomou a coroa de Leão para si mesmo usando os direitos da sua mulher, o que acabou por resultar na união dos reinos de Leão e Castela.

Quando Fernando I morreu em 1065, o seu testamento seguiu a tradição navarra de dividir os reinos entre os seus herdeiros: Para o primogénito, Sancho II, o reino de Castela. Para Afonso VI, o território que já era da sua mãe, o reino de Leão. Para o terceiro, García, o reino da Galiza. Para a sua filha Urraca, a cidade de Zamora. Sancho II de Castela aliou-se a Afonso VI de Leão e conquistou a Galiza. Ainda não satisfeito com Castela e metade da Galiza, Sancho atacou o seu irmão e invadiu Leão com a ajuda de El Cid. Urraca permitiu que a maior parte do exército leonês se refugiasse em Zamora. Sancho cercou a cidade, mas o rei de Castela foi morto em 1072 por Bellido Dolfos, um nobre galego. As tropas de Castela retiraram então o cerco a Zamora.

Como consequência, Afonso VI recuperou o seu território original de Leão, e tornou-se rei de Castela e Galiza. Esta foi a segunda união entre Leão e Castela sob um monarca único, embora ambos os reinos permanecessem separados. O juramento de El Cid a Afonso VI em Santa Gadea de Burgos, a respeito da inocência do rei de Leão sobre o assassinato do seu irmão, é sobejamente conhecido.

Com Afonso VI dá-se uma aproximação ao resto dos reinos europeus, especialmente com o reino de França. As filhas de Afonso VI, Urraca e Teresa casam respectivamente com Raimundo da Borgonha e Henrique de Borgonha. No Conselho de Burgos, em 1080, o tradicional rito moçárabe é substituído pelo rito romano.

Com a morte de Afonso VI sucedeu-lhe a filha Urraca. Urraca casou com Afonso I de Aragão (foi o seu segundo casamento), mas quando este foi incapaz de unificar ambos os reinos, repudiou Urraca em 1114, o que fez aumentar a tensão entre ambos os reinos. Urraca também teve problemas com o seu filho (do primeiro casamento), o rei da Galiza, para assegurar os seus direitos. Quando Urraca morre, o filho torna-se rei de Castela com o nome de Afonso VII. Durante o seu reinado Afonso VII conseguiu anexar partes dos reinos vizinhos de Navarra e Aragão, militarmente mais fracos,que lutaram pela secessão após a morte de Afonso I de Aragão. Afonso VII recusou os direitos à reconquista da costa do Mar Mediterrâneo para a nova união de Aragão com o Condado de Barcelona (casamento de Petronila de Aragão com Ramón Berenguer IV).

editar O desenvolvimento das cidades

Na rota do caminho de Santiago surgem cidades (burgos) desde La Rioja ao Reino da Galiza a partir do século XI. O caminho de Santiago é de vital importância para o desenvolvimento de Burgos, a propósito da qual o geógrafo árabe Muhammad Al-Idrisi escreve no século XII: "Burgos é uma grande cidade, atravessada por um rio e dividida em bairros rodeados de muros. Um destes bairros é habitado particularmente por judeus. A cidade é forte e acondicionada para a defesa. Há bazares, comércio e muita gente e riquezas. Está situada sobre a grande rota dos viajantes."

A sul do rio Douro, nas então conhecidas terras Extremaduras, o nascimento de cidades era um objectivo defensivo, mas com a passagem dos tempos começou-se a desenvolver também uma actividade económica e comercial de importância similar à das cidades a norte do Douro.

Aparecem os burgueses, que são os habitantes dos burgos (não confundir com a acepção actual do termo burguês), que se juntam aos clérigos e aos nobres. Os burgueses dedicavam-se principalmente ao comércio e produção de objectos manufacturados e o seu crescimento encontrava-se limitado aos âmbitos económico e social pela nobreza (principalmente dedicada à terra). Também é de notar a chegada, pela intransigência almorávide no al-Andalus, de comunidades judaicas durante os séculos XI e XII, que se estabelecem principalmente como artesãos, mercadores e agricultores .

editar Embate entre Cristandade e Islão

editar União final com Leão

editar Século XVI: União de Castela e Leão com Aragão

editar Ver também

Brasão do reino de Castela.
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