Pelágio das Astúrias.html

 
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Nota: Se procura outros significados da palavra, consulte Pelágio.

Monumento a Dom Pelágio em Covadonga
Santuário de Covadonga, gruta que foi quartel general de Dom Pelágio

Pelágio (718-737), foi o fundador do Reino das Astúrias e o seu primeiro rei. (baixo-latim Pelagius, galego e castelhano Pelayo)

Após a ocupação da Península Ibérica pelos Muçulmanos, Dom Pelágio, juntamente com outros nobres Visigodos foram presos em (716), por ordem Munuza, o governador muçulmano das Astúrias, e enviados para a sede do reino em Córdoba.

Pelágio conseguiu fugir e voltar para as Astúrias, refugia-se nas montanhas de Cangas de Onis; em 718, reuniu um grupo de seguidores e inicia a resistência ao invasor islamita; à princípio com pequenas escaramuças contra os destacamentos nas vilas.

O wali Ambasa em (722) enviou um enorme contingente militar contra os resistentes cantábricos; apesar do contingente numericamente muito inferior, Pelágio vence nas montanhas de Covadonga; ao final da batalha sobreviveu com apenas 10 soldados. Esta batalha foi considerada, pela historiografia tradicional, como o ponto de partida da "Reconquista Cristã".

Após essa vitória, o povo asturiano se rebelou, matando centenas de Mouros; o governador provincial, Munuza, organizou outra força para confrontar o exercito rebelde; próximo a Proaza Pelágio vence novamente, e Munuza morre. Pelágio é aclamado rei e funda o Reino das Astúrias, embrião dos outros Reinos Cristãos ibéricos responsáveis pela reconquista da peninsula, instala a sua corte em Cangas de Onís.

De sua mulher de nome latino, Gaudiosa, teve dois filhos, o seu supracitado sucessor, Fávila, e Ermesinda, que viria a casar com Afonso I[1], filho de Pedro, dux da Cantábria.

Índice

editar Origens do nome

Embora tenham querido fazer dele um nobre godo, o seu nome, que tem as variantes Pelayo e Paio, é grego (Πελάγιος, «marinho»), algo comum entre os indígenas ibéricos. Veja-se um tal de Aspídio, chefe dos Aregenses, que liderou uma revolta contra os Visigodos, subjugada por Leovigildo em 576. Talvez fosse um autóctone galaico: um cronista árabe di-lo jiliqi, «galego». A Crónica de Afonso III, que deve ser analisada com cuidado, dada a sua índole propagandística, coloca-o ao serviço dos reis visigodos Vitiza e Rodrigo. Seria, segundo as mesmas fontes, filho de um Fávila ou Fáfila (também nome do seu filho e sucessor) - portanto um germano -, dux de Córdova. Pensa-se também que participou na Batalha de Janda (711).

editar Morte de Pelágio

Com o reino consolidado, Pelágio, faleceu em Cangas de Onís, capital de seu reino, em 737. Foi sepultado na igreja de Santa Eulalia de Abamia, próxima a Covadonga, que ele havia fundado. Nesta igreja, existe o dolmen onde ele foi enterrado até hoje. Posteriormente seus restos foram trasladados por Alfonso X o Sabio para o Santuario de Covadonga.

editar Descendência

De sua mulher Gaudiosa, teve Fávila, seu sucessor no trono, e Ermesinda, que viria a desposar D. Afonso I, filho de Pedro, duque da Cantábria.

editar Ver também

editar Bibliografia

  • BRANDÃO, Frei António (1973), Monarquia Lusitana, Parte Terceira, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, pp. 129-137.
  • MATTOSO, José (1992), “A Época Sueva e Visigótica”, in História de Portugal (dir. por José Mattoso), vol. I: Antes de Portugal, Lisboa: Círculo de Leitores.
Precedido por
Nenhum
Rei das Astúrias
711 - 737
Sucedido por
Fávila


BIOGRAFIAS

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